Os Voos da Xoana

Introdução alimentar: o que saber para iniciar a do seu bebê

A OMS recomenda que a Introdução Alimentar (IA) seja iniciada aos 6 meses. Antes disso apenas amamentação exclusiva em livre demanda. Mas por aqui começamos um pouquinho antes: aos 5 meses, já que eu voltaria a trabalhar e gostaria de participar desse momento tão especial e importante na vida da nossa #littlexoana.

introdução alimentar
As primeiras frutinhas da Introdução Alimentar, aos 5 meses

Ouvi muitas perguntas, do tipo: “Mas ela já tinha os sinais de prontidão?”; “Por que começou antes?”.
✅Como eu voltaria a trabalhar quando ela tivesse 5 meses e meio e gostaria de participar do processo de Introdução Alimentar, optamos por começar antes;
✅Essa decisão foi tomada em parceria com a nossa pediatra, que recomendou que iniciássemos, primeiramente, com as frutinhas 2 vezes ao dia (no lanche da manhã e no lanche da tarde);
✅Como ela ainda não sentava, usamos o bebê conforto inclinado, para que pudesse ficar sentadinha. Somente quando ela começou a firmar mais, iniciamos o uso da cadeirinha de alimentação.

No nosso Instagram, deixei uma pasta salva nos Destaques, chamada IA, mostrando como foi todo o processo de Introdução Alimentar, desde o início. Aproveite para nos seguir.

Os primeiros alimentos: frutas

”E como foi esse processo? Difícil ou tranquilo?”
Nos primeiros 3 dias da Introdução Alimentar foi mais difícil: ela estranhou as frutinhas, não aceitou a novidade de prontidão. E nós não forçamos, esperamos o tempo dela. Aos poucos foi acostumando com os novos sabores e ADOROU.
Experimentou todas as frutinhas e não rejeitou nenhuma: pêssego, manga, banana (de preferência prata), abacate, mamão, pitaya, kiwi, pera, maçã, morango, maracujá etc.

O almoço

Umas 3 semanas após começarmos as frutinhas 2x ao dia, a pediatra liberou iniciarmos a papinha no almoço – e, se ela aceitasse, uma frutinha de sobremesa.
Novamente aquele estranhamento inicial. Para contornar a não aceitação da papinha salgada, usei a técnica de colocar uma pontinha de banana na colher com papinha salgada para melhor aceitação. Funcionou super bem. Quando ela começou a acostumar com o sabor salgado, fui tirando a banana e ela passou a comer apenas a papinha. Hoje está uma comilona igual a mamãe, graças a Deus.

Sei que muitos profissionais não recomendam esses artifícios de “enganação”, já que a criança precisa aprender a ter uma boa relação com os alimentos. Mas aqui resolvi usar essa estratégia por um período pequeno de tempo.

Mas lembre-se que cada bebê tem o seu tempo e alguns demoram mais para comer bem. Até 1 ano, a principal fonte de alimento do bebê é o leite. Por isso se chama “Introdução Alimentar”, e ela deve ser feita com responsabilidade e calma, para que, no futuro, o pequeno desenvolva uma alimentação equilibrada e saudável.

introdução alimentar
Almoço no Parque do Povo, com 9 meses. Levamos a comida feita por nós no pote térmico, pronta para ser consumida.

O jantar

Novamente, umas 3 semanas depois de estar apenas com o almoço, iniciamos o jantar. Tudo no tempo dela e avaliando o progresso e aceitação dos alimentos.

Atualmente, com 10 meses, o almoço costuma ser com pedacinhos, arroz e feijão sem amassar, frango/carne/peixe desfiado. Porém no jantar, sinto que a aceitação dela é melhor se for amassado, como papinha mesmo. Não sei se está mais cansada / preguiçosa para mastigar, mas ela come bem melhor se a comida estiver pastosa.

IMPORTANTE: ao iniciar a Introdução Alimentar, ofereça água ao seu bebê. Eles estranham bastante (já que é algo sem sabor), mas eles vão acostumando aos poucos e aceitando melhor com o tempo (até porque é uma necessidade física do nosso corpo). Por aqui, a Little aceitava melhor água de coco no início.

“E a quantidade que eles devem comer?”

Não há uma regra, eles começam comendo bem pouquinho. Inicie oferecendo de 2 a 3 colheres de sopa e aumente conforme a aceitação.

Horários das refeições

Desde os 6 meses fazemos assim:
✅Café da manhã, por volta de 7h-7h30: leite materno ou fórmula;
✅Lanche da manhã (+- 9h30): frutinha (vale colocar um pouco de aveia triturada, chia, amaranto, linhaça em pó);
✅Almoço (+- 11h30): papinha + fruta de sobremesa, se ela aceitar;
✅Lanche da tarde 1(+- 13h30): fruta;
✅Lanche da tarde 2(+- 15h): leite;
✅Jantar (+- 17h30): papinha + fruta de sobremesa, se ela aceitar;
✅Ceia antes de dormir (umas 19h): leite materno ou fórmula.

Recomendações importantes

  1. Suco: atualmente recomenda-se oferecer suco ao bebê após os 12 meses de idade (antigamente era muito comum oferecer suco aos bebês, mas hoje os nutricionistas recomendam oferecer a fruta no lugar do suco, já que ela é rica em fibras e o suco acaba perdendo essas fibras e possuem alta concentração de frutose).
  2. Açúcar: o Ministério da Saúde informa que a adição de açúcar é desnecessária e deve ser evitada nos 2 primeiros anos de vida.
  3. Sal: evite o uso de sal até 1 ano. Utilize temperos, como alho, cebola, salsinha, cebolinha etc. Na hora de servir, adicione azeite de oliva, dá um toque especial.

Métodos da Introdução Alimentar

O método mais tradicional é a boa e “velha” papinha, em que os alimentos são amassados e oferecidos de forma pastosa ao bebê. Há também o mais novo método, que veio ganhando muito adeptos nos últimos anos, o BLW (baby-led weaning), em que o alimento é oferecido em pedaços na mão do bebê, que comerá sozinho.

Em casa aderimos a boa e tradicional papinha, mas cada família deve escolher o que for melhor para a rotina da casa.

Quais os principais alimentos devem conter nas refeições do meu bebê?

Recomenda-se servir os alimentos separadamente para que o bebê conheça os sabores e texturas – e para que você possa identificar possíveis alergias. Porém, aqui seguimos uma alimentação “sem neuras”. Às vezes ofereço tudo misturado e às vezes separado. Muitos bebês deixam de comer porque não estamos atentos a forma que ele deseja se alimentar. Por aqui, percebo que quando ofereço comida em pedaços, no jantar, a aceitação é menor. Ela come muito menos e com mais resistência, por isso optei por continuar oferecendo papinha mais pastosa nesse horário. No almoço ela come bem os pedaços intercalados com alguns amassados. Em caso de dúvidas, consulte um nutricionista infantil.

Lembre-se que se alimentar é mais do que ingerir nutrientes, é uma experiência social importante e, quanto mais prazeroso for esse momento, melhor será a relação com a comida.

Uma refeição rica e completa deve conter:

  • 1 tipo de batata e/ou 1 tipo de arroz ou tubérculo (batata, batata doce, cará, inhame, mandioca, mandioquinha / arroz branco ou integral, macarrão, milho, fubá etc;
  • 1 tipo de legume (cenoura, abobrinha, abóbora, beringela, chuchu, beterraba, pepino etc) –> em casa, costumo oferecer de 2 a 4 tipos por refeição;
  • 1 tipo de verdura de folha: agrião, espinafre, alface, repolho, brócolis, couve etc;
  • 1 tipo de leguminosa: feijão, lentilha, grão de bico, ervilha etc;
  • 1 tipo de proteína: carne, peixe, frango, fígado, ovo.

Sobremesa: danoninho de inhame com frutas

Essa é uma dica que os bebês amam e serve como opção de sobremesa ou lanche: danoninho de inhame com frutas. Anote a receita:

Ingredientes:

  • 4 bolinhas pequenas de inhame cozido ou 2 médias;
  • frutas a sua escolha (morango, manga, banana, maça, pera, pessego, maracujá etc – e você pode usar 2 ou 3 frutas em cada porção);
  • caso queira adoçar, utilize um pouco de uva passa branca (mas eu sugiro que ofereça sem essa opção, para que o bebê conheça os sabores azedos também. Em casa, a Mariah adorou maracujá “direto da fonte);

Modo de preparo:

Bata o inhame cozido e as frutas no liquidificador (quando utilizo maçã e pêra, costumo cozinhá-las também). Caso sinta que ficou muito grosso, acrescente um pouco de água até obter o creme desejado. Separe em potinhos e coloque na geladeira. Caso queira, pode congelar também.

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