Os Voos da Xoana

Relato de parto normal humanizado: o nascimento da nossa primeira filha

Hoje vim compartilhar o momento mais emocionante e inesquecível de toda minha vida: o nascimento da nossa primeira filha, Mariah (também carinhosamente chamada de “Little Xoana”). Confira o relato de parto normal humanizado, realizado no dia 20 de julho de 2018, em São Paulo.

Relato de parto humanizado

Você chegou para completar a nossa família, filha

Como tudo começou: contrações

Era uma quinta-feira “normal”. Tive consulta na obstetra e, segundo ela, até o final da semana a nossa “Little Xoana” estaria em nossos braços. Ansiedade a mil… Mas não imaginaríamos que seria nesta noite. Ah, e não, não perdi o tampão mucoso como “sinal” de que o parto estaria se aproximando…

Meu marido chegou do trabalho super tarde, ficamos um pouco juntos, tomei aquele banho maravilhoso para relaxar (afinal, de quarta para quinta eu não tinha dormido nada, estava sentindo a cabeça dela lá embaixo, uma mega pressão… inclusive, achei que ela ia começar a dar sinais naquela noite) e fui pra cama! Ele foi até dormir no sofá para me deixar dormir melhor (assim eu não acordaria com os roncos).

Passaram-se uns 10 minutos desde que deitei e senti uma cólica estranha! Opa, vou no banheiro… Número 2, ativar, e voltei para a cama… mais um pouco e pá: uma dor forte bem na região lombar.

Corri pra sala e falei: “acho que não vamos dormir mais essa noite! Estou com uma dor bem forte e tô achando que é a tal contração!”. Sim, não sabemos o que é a contração até senti-la… mas te garanto que na hora que ela vier você saberá, é uma dor peculiar e fácil de identificar, diferente de tudo que você já sentiu!

Uma dor atrás da outra e cada vez mais forte. Pedi para ele começar a cronometrar para vermos se era a tal contração mesmo. SIM! Uma a cada 6 minutos. Ligamos para a minha médica às 00:00, que já pediu para irmos para a maternidade devido ao intervalo entre elas – e já estavam ritmadas!

“Mas hospital? Já? Não dizem que precisa esperar e bla bla bla?”, fiquei me perguntando! E falei: “mas Dra, acho que vai passar, preciso dormir, a noite passada eu não dormi nada, estou cansada”, dizia a taurina aqui, teimosa do jeito que é, tentando negociar com a doutora.

”Dormir? Rs Você ainda acha que vai conseguir dormir? Ok, quer pensar por 20 minutos?”, disse ela! E eu: “quero”! E claro, nesse tempo mais 3 contrações – e a dor estava aumentando.

É, dona Julia, bora pro hospital – mas confesso que até então eu não estava entendendo muito bem o que tava acontecendo e ainda achava que era alarme falso. Estava de 38 semanas e 4 dias.

Chegando na maternidade…

Chegamos na Pró-Matre por volta de 1h da manhã: passamos pela triagem (eu já estava me contorcendo de dor a cada 6-5minutos), avaliação médica (ainda sem dilatação, mas com muitas contrações), cardiotoco (graças a Deus tudo ótimo com os batimentos da  bebê) e INTERNAÇÃO. Sim, vamos internar que você está em trabalho de parto!

E eu perguntava para os médicos, ainda sem acreditar no que estava acontecendo: “É hoje mesmo que ela vai nascer?”.

Subimos para a sala de parto normal: um quarto amplo, com bola, grades de alongamento, banheira… fui examinada novamente e, segundo a enfermeira, ainda sem dilatação.
“Oi? Todas essas dores do caceta ritmadas e SEM dilatação? Como assim?”.

Nessa hora, passa um monte de coisas na nossa cabeça, com base em tudo que já ouvimos de partos por aí: “estou com contrações, mas sem dilatação e sem rompimento de bolsa. Vai demorar muito”; “será que vou conseguir ter minha filha de parto normal?”; “quanto tempo isso tudo vai durar?” etc etc etc.

Só depois estourou a bolsa…

Foi então que logo após o exame de toque feito pela enfermeira a bolsa estourou. Só senti aquela água quente saindo… Caraca, é hoje! Esse foi o momento que a minha ficha caiu: de uma forma ou de outra nossa Mariah chegaria hoje!

Bolsa estourada já com contrações ritmadas é sinal de que? De +++ dor! Fui para a banheira: água quentinha é vaso dilatador, o que ajuda no “alívio” das dores. Fiquei ali por um tempinho até que a minha médica e a anestesista chegaram! As contrações já estavam com intervalos de 4-3 minutos e BEM mais fortes. Eu já começava a ver estrelas.

A analgesia…

“Vamos analgesiar?”, perguntou a minha obstetra.
E a teimosa aqui disse que ainda não, já que eu tava sem dilatação. Foi então que ela me explicou que analgesia e dilatação nada tinha a ver uma coisa com a outra e que combinamos que ela não me deixaria sofrendo desse jeito (sim, só quis parto normal com essa condição, de não ficar sofrendo horrores – mas nem percebi que já estava com essas dores a quase 4h).

Ok, aceitei sair da banheira para analgesiar (glória a Deus e a dra Juliana). As contrações estavam MUITO mais fortes e com intervalo a cada 2minutos, algo surreal que não dá pra explicar. Fora que quando a gente sai da banheira quentinha, a dor parece que aumenta… estava chegando no nível insuportável.

Quando fomos analgesiar, a doutora pediu para eu não me mexer, mas sabia que viria uma nova contração e eu não conseguiria ficar imóvel diante da dor. Foi quando tivemos que parar no meio da aplicação, com a vinda de uma nova contração. Esperamos mais um pouco e consegui ficar paradinha! Ufa! Aplicação feita… mais uns 15 minutos e FIM DAS DORES! Que DELICIA, analgesia é vida! Continuava sentindo as pernas, os pés, as contrações, mas SEM DOR #obrigadasenhor

Dor é algo muito subjetivo, cada um tem o seu limite, mas sei que pra mim seria algo descomunal ter um parto natural, sem analgesia! Ter o parto normal já foi uma das maiores superações da vida, afinal, eu tinha MUITOO medo de parir (seja de normal ou de cesárea).

Pronto! Sofrimento encerrado! Bora examinar para ver como estava a dilatação (ah, nesse momento eu já estava tomando ocitocina no soro pra ajudar a dilatar). Até o momento apenas as enfermeiras tinham me examinado, a minha médica ainda não.

O trabalho de expulsão

Eis que minha médica fala: ”Posso falar? Você já está com 7… 8… 9cm de dilatação! Você vai ter o seu parto normal, Julia, sua filha vai nascer!”.

Ahhh, nessa hora comecei a tremer igual uma doida, um nervoso tomou conta de mim! Minha Mariah ia nascer – e de PARTO NORMAL! Agora só dependia de mim para ver o rostinho dela. Que sensação indescritível! Pedi 5 minutos para me acalmar (elas riram), mas eu precisava desse tempo para finalmente entender que hoje nossa princesa chegaria a esse mundão. Estava tremendo todinha.

Elas me deram os 5 minutos que pedi e, quando voltaram de um cafezinho, disseram: “agora preciso de toda a força para sua filha nascer. Força exaustiva, aquela que você tira do fundo da alma!!! Eu preciso de você agora para sua filha nascer”.

Senhor amado, que emoção!

Relato de parto humanizado

A cara parece de dor, mas é de força… maior força do mundo!

E sabe o melhor de tudo isso? Uma força enorme, mas SEM DOR e sentindo cada movimento para fazer minha filha chegar ao mundo.

Começou uma torcida dentro da sala de parto, todos gritando “vai Julia, força, ela está vindo, vem Mariah, ela vai nascer”.

Relato de parto humanizado

Aquela respirada antes da próxima força…

Marido ficou até rouco de tanto que vibrou. A todo momento esteve ali, do meu lado torcendo, me acalmando e me incentivando. Foi parte fundamental no processo de nascimento da nossa Little.

Nesse momento, a equipe já estava paramentada, a luz estava baixa, o ar condicionado desligado e colocamos a nossa música para a chegada da nossa filha: Trevo, da Anavitoria! Um parto totalmente humanizado, com 100% de respeito a mamãe e ao bebê.

A minha eterna GRATIDÃO a essa equipe médica maravilhosa! Desde a minha super obstetra, que além do parto fez o meu pré-natal de forma exemplar e cheio de carinho; a anestesista e enfermeiras da Pró-Matre. Todas elas MÃES (inclusive, a dra Juliana com o Bento no ventre).  Não poderia deixar de agradecer a minha fisioterapeuta pélvica, que apesar de todo “sofrimento prévio”, fez toda a diferença para o resultado final: sem episio, sem laceração (dá-le Epi-no). Vocês fizeram desse momento o mais inesquecível de nossas vidas!

Relato de parto humanizado

Gratidão a essa equipe médica maravilhosa!

O nascimento

E foi então que a nossa Mariah chegou ao mundo, no dia 20/07/18, às 06h03, com 48cm e 2,965kg, de parto normal humanizado, esbanjando SAÚDE. Foram praticamente 6h de trabalho de parto, desde o início da primeira contração até o nascimento.

Uma explosão de amor. Um sentimento que não dá pra explicar de tão grande, maravilhoso e único. ⠀

Relato de parto humanizado

O primeiro registro da nossa pequena

Assim que ela nasceu, logo veio para os meus braços, ainda ligada pelo cordão umbilical. Esperamos parar de pulsar e papai que cortou.

parto normal humanizado

O primeiro contato entre mãe e filha

E ali, no colinho da mamãe, Mariah ficou por mais de 2h30, do jeitinho que veio ao mundo! Beijos, carinho, olho no olho, pele com pele e muito cheiro dos papis babões nessa pequena. Ali também já teve o primeiro contato com o peito: tão importante nessa primeira hora de vida, a chamada “Golder Hour”.

relato de parto humanizado

Amamentação na primeira hora de vida

Depois de um bom tempo que estávamos só mamãe, papai e filhinha no quarto, chegaram as enfermeiras e pediatra para medir, pesar, dar o banhinho, fazer os testes e tudo maravilhoso com a nossa pitutu!

relato de parto humanizado

Registro da marquinha do pezinho no braço do papai

E até irmos para o quarto, demorou mais um bom tempo (mamãe e bebê até tiraram um cochilinho juntinhas).

relato de parto humanizado

Aquele cochilinho na sala de parto, antes de irmos para o quarto.

Obrigada, Deus, por ter me dado forças para superar esse medo bobo que eu tinha de parir e por ter me permitido viver a VIAGEM mais sensacional da vida: a PARTOLÂNDIA.

Relato de parto humanizado

Gratidão! Que começe a nossa aventura!

Dica de ouro para esses dias de maternidade: “suguem” o máximo que puderem das enfermeiras. Peçam para dar banho – e filmem para fazerem direitinho depois em casa (nós assistimos algumas vezes o video depois); a cada mamada, peçam para a enfermeira olhar se a pega está correta e o que dá pra fazer para melhorar (assim evita fissurar o mamilo); participem da troca de fraldas e, na madrugada, se precisarem descansar, peçam para deixarem a bebê um pouco no berçário

FIM – ou melhor, apenas o INÍCIO!

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