Os Voos da Xoana

Como subir a Pedra do Baú – a dificuldade da trilha

Como adoro curtir a região de Mares e Morros e o clima friozinho dessa época do ano, fomos passar um final de semana em São Bento do Sapucaí, região da Serra da Mantiqueira, interior de São Paulo! Mas não imaginava que seria um final de semana de tanta aventura e adrenalina! O resultado? Confira a nossa experiência para subir a Pedra do Baú, em Julho de 2017.

A enorme e fantástica formação rochosa da Pedra do Baú

Como minha família mora em Pindamonhangaba/SP, cerca de 60 Km de São Bento do Sapucaí, sempre ouvi falar da cidade e da famosa Pedra do Baú, mas ainda não tinha passado pela experiência de subi-la! Chegou a hora…

Subir a Pedra do Baú

Guias Mika e Montoya, da HUT Aventura; Anderson e Karin, do blog Viajando de Barraca; e nós 😉

Subir a Pedra do Baú

Início da trilha para a Pedra do Baú, saindo do estacionamento Chico Bento

O complexo do Baú

O Complexo do Baú é uma enorme e fantástica formação rochosa, transformado em parque ecoturístico, localizado em São Bento do Sapucaí/SP, na Serra da Mantiqueira. O complexo é formado pela majestosa Pedra do Baú, a maior e mais alta pedra com 1.950 metros de altitude; o Bauzinho, com 1.760 metros; e a Ana Chata, com 1.670 metros de altitude.

Subir a Pedra do Baú

Foi dada a largada… Distâncias do estacionamento Chico Bento

Os primeiros desbravadores – história

Os irmãos João e Antônio Teixeira de Souza foram os primeiros a subir a Pedra do Baú, em 1940, após diversas tentativas (se com toda essa estrutura disponível já é difícil, imagina naquela época).

Depois disso, em 1950, o acesso ao topo foi facilitado por meio da instalação de escadas de grampos. A instalação foi tão bem feita que os degraus de ferro estão lá até hoje. Os guias acabam fazendo a manutenção dos degraus – afinal, são as pessoas que mais sobem e descem a escadaria e, portanto, os que mais se arriscam.

Nessa época, no topo da Pedra foi construído o primeiro abrigo de montanha do Brasil, mas ele não existe mais. Agora é possível ver apenas algumas ruínas.

Você sabia que o nome Pedra do Baú origina-se da palavra Embahu que em Tupi-guarani significa “ponto de vigia”?


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A dificuldade da trilha

Para quem curte aventura e adrenalina

Para os mais “radicais”, é possível subir a Pedra do Baú por uma trilha que dura, em média, 1h30/2h de caminhada (boa parte do trecho na mata), até chegar na escadaria de ferro, com os grampos cravados nas pedras (face norte).

Não é uma trilha muito fácil, já que é bem inclinada e demanda certa dose de disposição. Porém é possível fazer, mesmo os mais sedentários. Vá sem pressa, parando quando sentir cansaço e curtindo a natureza.

Subir a Pedra do Baú

Trecho da trilha para subir a Pedra do Baú

No meio do caminho, encontramos um Esquilinho tomando seu café da manhã e posando para foto, bem tranquilo. Crédito: Anderson Oliveira, @viajandodebarraca

Durante a trilha, você vai encontrar muitos morangos silvestres. Eles são bem azedinhos, vale a pena experimentar

Para subir a Pedra do Baú, você pode optar por duas trilhas:

  • saindo do Estacionamento Chico Bento: trilha mais antiga, era a única existente até criarem o restaurante Pedra do Baú. Atualmente é pouco utilizada pelos turistas. Você pode deixar seu carro ali, sem pagar nada. Nós subimos por ela;
  • a outra, mais turística atualmente, sai do restaurante Pedra do Baú. Valor da entrada: R$ 10,00 por pessoa. Descemos por ela.
A escadaria de ferro da Pedra do Baú

Quando falamos em subir a Pedra do Baú, o primeiro receio é saber a dificuldade da trilha. Mas acredito que o maior deles é a “bendita” escadaria de ferro! Afinal, quantos degraus ela possui?

Na face norte são 600 degraus de ferro, e na face sul outros 600 (porém, a face sul está fechada há algum tempo). Nesse momento, há uma relevante exposição a altura e a inclinação chega a 90 graus, uma experiência sem igual – você, a pedra e aqueles 400 metros de abismo (por isso a importância de estar com equipamentos de segurança).

Subir a Pedra do Baú

E você, teria coragem de subir essa escadaria?

Como subir a Pedra do Baú com segurança?

Para realização da aventura com segurança, recomenda-se o uso de equipamentos de alpinismo profissional, como o mosquetão, a cadeirinha e capacete, e o acompanhamento de guia capacitado, que oferece instruções para que a trilha e a subida na escadaria sejam feitas com a máxima segurança. Recomendamos a HUT Aventura, agência especializada em esportes de aventura e montanhismo.

Prontos para a subida com o guia da HUT Aventura, Montoya. O casal Viajando de Barraca nos aguardou no pé da escadaria.

Subir a Pedra do Baú

Segurança: equipados com capacete, mosquetão e cadeirinha! Guia e equipamentos HUT Aventura

A partir da escadaria a adrenalina fica mais forte, pois o trajeto é feito por meio de escalada nos paredões estreitos da rocha, que exige certo preparo físico e muita coragem. É um momento de foco e concentração total.

Bora subir a primeira escadaria – são várias como essa. Algumas bem inclinadas, a 90 graus.

subir a Pedra do Baú

Subir a Pedra do Baú e ter o privilégio de ver de cima os Mares e Morros

A chegada no topo da Pedra

A verdade é que o caminho é muito mais interessante que o próprio resultado, já que é onde encontra-se o desafio e a superação.

Mas é sensacional chegar no ponto mais alto da Pedra, a vista é linda e você pode andar pela base, apreciando uma vista 360º dos Mares e Morros de São Bento e do Baú, além de trechos do Vale do Paraíba e sul de Minas Gerais.

Gratidão

Mas quem não tem coragem de subir, não tem problema! A vista dos Mares e Morros do Bauzinho é praticamente a mesma.

O ponto mais alto da Pedra do Baú, a 1.950 metros de altitude. Momento Titanic

Aproveite o momento para deitar na pedra e sentir a energia desse lugar!

A descida

Eu AMEI a experiência de subir a Pedra do Baú, vibrei a cada momento e confesso que o caminho foi muito mais interessante que o destino final. A emoção está no trajeto (principalmente na descida). Afinal, tudo o que sobe desce, né?

Na descida é onde a adrenalina toma conta, o coração dispara, as pernas tremem e você se supera a cada momento, controlando a mente, com total foco e concentração no que está fazendo. Afinal, não tem outra opção a não ser descer!

Descida: o momento de maior adrenalina

A cada degrau, você precisa olhar para baixo para ver onde está pisando, e é aí que a adrenalina toma conta, já que é só você, a pedra e o abismo. Não tenho medo de altura e nem sinto vertigem, mas confesso que as pernas tremem nesse momento. A parte boa é que, com os equipamentos adequados, você está seguro! Nada a temer, só curtir o processo.

Duração total da aventura

O total do trajeto, desde a saída do estacionamento até a volta, é de 5 Km, com duração entre 4 e 6 horas.

Nós fizemos em 6 horas. Fomos devagar, parando bastante para descansar, curtir o visual, tirar fotos… sem pressa! Até porque não estávamos fazendo nenhuma corrida e nem participando de uma competição, não é mesmo? O nosso objetivo era curtir o máximo… e o nosso maior concorrente era a gente mesmo!

Vista da Pedra do Baú (lado direito) e do Bauzinho (lado esquerdo)

Eu adorei fazer essa trilha e recomendo! Inclusive, faria novamente. E, sim, fiquei bastante dolorida nos dois dias após a aventura, já que exigiu bastante dos músculos (principalmente panturrilha, coxa e um pouco das costas).

Para quem não quer radicalizar

Bauzinho

Aos que buscam um programa mais “light”, o Bauzinho é uma boa pedida, já que você pode chegar de carro até o Parque Estadual e caminhar por cerca de 15 minutos (é uma subidinha, mas qualquer pessoa chega tranquilamente, caminhando devagar).

Dali, você avista as maravilhosas paredes da Pedra do Baú. Na minha opinião, é a vista mais bonita. Um espetáculo!

Belíssima vista do Bauzinho

Pedra do Baú vista do Bauzinho

Ana Chata

Você pode também pode fazer a trilha da Ana Chata, um pouco mais difícil e demorada que a do Bauzinho e bem menos que a Pedra do Baú, já que não há necessidade de subir os degraus de ferro. A inclinação é média e a duração total de umas 3 horas.

Valor da entrada no Parque Estadual: R$10,00 por pessoa (apenas dinheiro).

O que levar na trilha
  • Roupa confortável, de caminhada (evite jeans);
  • Tênis confortável;
  • Agasalho (no topo da Pedra venta bastante);
  • Protetor solar (já passe no rosto antes de sair de casa);
  • Água (uns 2 litros, você vai sentir bastante sede);
  • Snacks (barra de cereal, frutas, nuts etc);
  • Câmera fotográfica, GoPro, celular;
  • Mochila pequena nas costas.
Melhor época para fazer a trilha

Entre abril e setembro, período com menos chuva e céu mais azul, aumentando as chances de vistas espetaculares. Porém, o frio é mais intenso. Fomos em Julho e foi sensacional: céu azul o tempo inteiro e a temperatura em torno de 16 graus, uma delícia.

Onde se hospedar?

Caso você queira se hospedar em São Bento do Sapucaí, a HUT Aventura também possui um abrigo de montanha sensacional, um misto de hostel e camping, praticamente um “acampamento light”. Dentro de uma casa super descolada, com vista para a Pedra do Baú, no lugar de quartos são montadas barracas, com colchonete.


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Hut Aventura, abrigo de montanha

O que mais fazer em São Bento do Sapucaí?

A Aninha, do Destinos e Afins, preparou um post com várias dicas e pontos turísticos para conhecer em São Bento do Sapucaí. Confira 😉

Como chegar?

De São Paulo: são cerca de 200 Km até chegar a São Bento do Sapucaí – umas 3h de viagem.

Se você estiver em Campos do Jordão: siga sentido Vila Capivari; chegando na Vila Jaguaribe, faça o contorno à esquerda em frente ao supermercado Roma, e siga sentido Fábrica de Chocolate Araucária. Passando a ponte, localizada próximo ao Estádio Municipal, siga a rua à esquerda, conhecida como Estrada da Campista. Nesta estrada há placas que indicam o caminho que leva até a Pedra do Baú / São Bento do Sapucaí. A estrada é sinuosa.

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#DICA BÔNUS 1:

Acorde cedo (por volta de 7h), tome um café da manhã reforçado e comece a trilha por volta de 8h. A probabilidade de pegar “congestionamento” na escadaria é menor.

#DICA BÔNUS 2:

Enquanto você está subindo a escadaria, evite olhar para baixo. Mantenha o foco no que está fazendo e vá!

#DICA BÔNUS 3:

Não tente subir a escadaria sem equipamentos de segurança. É possível? SIM! Porém, para que se arriscar, não é mesmo?

#DICA BÔNUS 4:

Muitos esquecem de levar lanche e se arrependem! A trilha demanda bastante do corpo (você vai ficar com fome, acredite) e, portanto, é importante repor as energias para a descida.

#DICA BÔNUS 5:

O mesmo acontece com a água. Coloque uma garrafa de 2 litros na mochila e hidrate-se. Sem a correta hidratação, a probabilidade de ter dor de cabeça no caminho é grande.

IMPORTANTE:

A subida na Pedra do Baú não é recomendada para pessoas cardíacas, que tenham medo de altura, labirintite ou alguma limitação física.

SERVIÇO

HUT AVENTURA
EndEstrada Municipal Artesão Benedicto Pereira da Silva – São Bento do Sapucaí/ SP
Email: montoya@hutaventura.com.br
Facebook: /hutaventura
Instagram: @hut_aventura
www.hutaventura.com.br

 *Os Voos da Xoana foi convidado pela HUT Aventura para fazer o passeio e se hospedar no abrigo de montanha. No entanto, toda a opinião aqui expressa é imparcial, sem controle editorial de qualquer conteúdo publicado em nosso canal. 

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5 comentários sobre “Como subir a Pedra do Baú – a dificuldade da trilha

  1. Pingback: Acampando em São Bento do Sapucaí - Pedra do Bau - Hut Aventura

  2. milzar

    Vou repeti o que falei pro Anderson: Reunião de blogueirinhos e ninguém me chamou? bua bua bua. Brincadeiras a parte, excelente essa aventura de vocês, obrigada por compartilhar.

  3. Rui Moraes

    Muito bom !! Vou subir a primeira vez e tirei quase todas as minhas dúvidas….. ficou apenas uma….. qual trilha recomendam ? Restaurante ou estacionamento ? Sabem a diferença ?

    Muito obrigado pelas dicas !!! Domingo estaremos lá ! 🙌🏼🤘🏻

    1. Julia Autor da Postagem

      Oi Rui, tudo bem? Que delícia que vocês farão o passeio, depois me conta se gostaram!
      Nós subimos pela trilha do Chico Bento (estacionamento gratuito) e voltamos pela do restaurante (paga R$ 10,00) e é mais “turística”. Ambas são bacanas.

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